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Desmistificando a Língua Inglesa – Mitos ou Fatos?

De acordo com o dicionário Oxford, desmitificar significa destituir o caráter misterioso de algo. Desnudar algo daquilo que mistifica, engana ou embeleza de maneira falsa; revelar, desmascarar.

Muitos alunos chegam aos cursos de inglês com vários bloqueios em relação ao idioma devido a mitos gerados pela sociedade e por muitos cursos, a fim de valorizarem o ensino do idioma. Vejamos alguns deles:

É difícil aprender inglês? – Mito.

Muita gente não sabe, mas o Latim, que deu origem à língua portuguesa, foi o idioma da corte oficial por 3 séculos e meio na Grã-Bretanha. Devido a isso, 60% do léxico inglês é de origem latina, ou seja, as inúmeras palavras semelhantes ao português não são mera coincidência. E devemos gratidão ao Latim por “I drink coffee” e “eu bebo café” estarem na mesma ordem. Na realidade, 90% da ordem que se usa em português, se usa em inglês. “Eu gostaria de estar em casa agora” se segue normalmente em “I would like to be at home now”, e por aí vai.

Preciso falar de forma idêntica ao estrangeiro? – Mito.

Outro fato que dificulta a relação do ensino-aprendizagem é o de que os alunos acreditam ter que usar o sotaque americano ou britânico, falando identicamente. Quando o carioca vai à Bahia, ele fica imitando o baiano ou é capaz de se comunicar e se fazer entender em português?
O brasileiro tem como bagagem cultural a noção de que tudo que vem de fora é melhor que o que temos aqui. Essa visão vem melhorando aos poucos, mas ainda está bastante enraizada na cabeça dos brasileiros. Enquanto chegamos lá fora nos esforçando ao máximo para imitar o sotaque alheio, os gringos vêm ao Brasil mantendo seu próprio sotaque, porque aqui o sotaque deles é supervalorizado. Estrangeiros, muitas vezes com, no máximo, o ensino médio e nenhuma didática, tornam-se facilmente professores-estrelas em nosso país. Indianos falam com sotaque indiano, franceses falam com sotaque francês e assim por diante. E não é porque você fala português que pode dar aulas de português, correto?
O inglês é para ser aprendido como instrumento de comunicação. As palavras precisam ser pronunciadas corretamente e a entonação, em alguns aspectos, deve ser respeitada para que a mensagem seja eficiente. Mesmo por que qual sotaque você deseja adquirir: texano, californiano, nova iorquino? Qual deles é inglês americano? Todos eles.

Preciso saber o porquê  de tudo? Mito.

São as eternas comparações entre os idiomas: porque se usa “assim ou assado”. Por que eles invertem o adjetivo? Por que sim! Existem estudos chamados etimologia e linguística: estudos da origem e da evolução das palavras ou a evolução dos idiomas através dos tempos. Disciplinas que tratam da descrição de palavras e estruturas em diferentes estados anteriores, até serem como são.
Gringo algum, a não ser que faça disso uma carreira (etimologistas ou linguistas), sabe origem de suas palavras e estruturas; por que você acredita que precisa saber? Professores precisam conhecer gramática a fundo (regras atualmente utilizadas) e a melhor maneira de entregar o idioma a você, ou seja, didática. Aceite o idioma como ele é e você aprenderá com muito mais facilidade.

Aprendemos melhor quando somos crianças? Fato.

Simplesmente pelo fato de que a criança não carregar dentro de si nenhum dos 3 mitos anteriores: ela percebe rapidamente que a ordem das palavras e frases é bem similar ao português, não está preocupada em imitar o sotaque de ninguém e, sim, reproduzir da melhor maneira aquilo que ela escuta; tampouco está preocupada com a origem das palavras e estruturas que está aprendendo. Fica a dica.
Levando-se em consideração somente a conjugação verbal, acredite, nem o espanhol é tão fácil de ser assimilado como a língua inglesa. Além disso, segundo a neurolinguística, depois de se aprender o primeiro idioma, a assimilação de qualquer outro fica muito mais fácil. E se você ainda não fala inglês pelo tempo que será empreendido, lembre-se: o tempo passará de todo jeito.

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